Os desafios do autocuidado materno

Por Jaianne Costa - Click Assessoria


Sextando com aBRAÇO fala sobre prioridade, culpa e construção social da mãe perfeita.


Quando foi a última vez que você foi prioridade? Quando você se olhou com carinho e se viu além das atividades diárias da sua casa ou dos seus filhos? Esses foram alguns questionamentos que nortearam mais uma edição do Sextando com aBRAÇO, que aconteceu ontem (31), com o tema “Autocuidado Materno”. A live foi realizada no perfil da instituição e contou com as participações de Joana Passos e Lua Barros, Educadora Parental e Especialista Emocional.


Mãe de quatro filhos, Lua iniciou o bate papo contando que a palavra autocuidado é recente no vocabulário das mães, e fez uma crítica à comercialização do termo. “Quando começamos a falar essa palavra, houve uma mercantilização nesse autocuidado, onde todas as indústrias começaram a lucrar: ‘linhas de cabelo para autocuidado, linha de pele para o autocuidado’, sempre colocando o autocuidado ligado ao ter, eu preciso ter alguma coisa para me autocuidar, e não é assim”, revela a convidada.


Para desconstruir essa ideia, Lua Barros contou sua experiência, onde aos poucos entendeu que “esse autocuidado era um lugar muito íntimo, um espaço interno onde ninguém entrava, só eu. Era um momento em que eu dizia ‘eu me importo’. Mais difícil do que praticar o autocuidado é se autorizar a se sentir importante na sua própria vida”, disse.


No decorrer da live, enquanto as pessoas presentes tiravam dúvidas em tempo real, a convidada sugeriu que, apesar de cada mulher descobrir o seu próprio caminho, o primeiro passo é a auto observação para perceber sua realidade e a partir disso começar a praticar o autocuidado.


Além disso, a construção social da mãe e a culpa também foram pauta da conversa, onde Lua opina que construímos no nosso imaginário a “mulher que se doa, como se a mãe fosse uma fonte inesgotável de amor e paciência, a gente cresce com essa concepção. Quando estou me cuidando, vem esse julgamento, onde eu sou a egoísta. A culpa vem dessa expectativa social, e uma expectativa pessoal da mãe perfeita que eu idealizei que seria. É um super desafio desconstruir isso e silenciar essa voz”, finaliza.


Confira a live na íntegra no perfil @abracoamicrocefalia, clicando aqui.



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